eu vou expor ela
eu vou me esforçar muito para não me expor. Tanto. Mais do que 10min de coleta no google possam entregar.

Eu criei esse blog com o intuito de ser o meu espaço livre na internet. Depois de muuuuita enrolação (e com ajuda da ia), eu subi o meu site profissional(sim gente, eu tenho uma profissão *o*). Lá meu intuito é não trazer nada muito pessoal, voltar a praticar a escrita técnica, publicar meus trabalhos, e sonhar que alguém vai descobrir esse site e amar me contratar, em troca de um pix bem gordo (não sou gordofóbica, podem fazer pix bem largos na minha conta =D).
Eu tenho zero interesse em correlacionar esse espaço aqui com o profissional, até porque, eu apenas abri essa página e comecei a escrever. Era para ser algo bem breve, do tipo "estou enlouquecendo", mas aà fui digitando e digitando, e tô a alguns minutinhos teclando por puro prazer, enquanto ouço um dos meus albúns favoritos da vida.
Mas o ponto central desse texto era pra ser exatamente esse enrigecimento social-digital que a gente tem vivido nos últimos tempos. A linha entre o offline e o online sempre foi muito tênue, e todos os pré-requisitos necessários muitas vezes para apenas um post ou story, acaba nos distanciando da essência, sabe? E como se não bastasse todo o planejamento e estratégia fbi para fazer um conteúdo viralizar, você ainda tem que lidar com os números e visualizações.
Eu gravei recente um vÃdeo de 2min32s no meu perfil pessoal, para divulgar um evento técnico. Porém, a taxa de retenção do público é de apenas 0:15s. Daà começam os castelos, dúvidas e ansiedades, vários "tenho que" enquanto na verdade, eu não tenho que nada, sabe? Nesse contexto, eu só precisava comunicar à respeito de um evento. Montei um roteiro na minha cabeça, não fiz um ensaio, fui descobrindo como queria falar enquanto gravava e errava. No final o vÃdeo tava pronto, de um jeito bem mais simples do que eu estava imaginando antes, e poderia ter me poupado tempo e sofrimento dos outros dias. Eu poderia ter finalizado antes e o vÃdeo até performaria melhor (kkkk olha a fbi de algoritmos).
A minha mente hiperativa não aguenta mais o megazord de informação que as big techs se tornaram de uma forma geral. Eu não sei descrever a paz que tenho, em saber que eu tô escrevendo esse texto sem precisar me preocupar se o app vai simplesmente fechar do nada.
Eu meio que estou chegando no meu limite de precisar premeditar coisas, para enfim poder executá-las. Essa lógica instagramável de viver não funciona para mim, essa necessidade de performar o tempo. Ao mesmo tempo que não estou compartilhando nada, me sinto exposta (não sei se isso vai fazer sentido para vocês).
E eu simplesmente amo o bear e esse universo de blogs pessoais, slow web, escrita nua e crua mesmo, porque em algum lugar, mesmo que numa abstração do mundo fÃsico, eu preciso me permitir ser livre. Ainda que hajam vários limites entre a minha persona do mundo não digital e virtual.
Enfim gente, eu dei uma distanciada das ideias iniciais para esse texto, tô com sono, ouvindo miley cyrus e meio ansiosa para dormir (afinal são 23h26). um fato curioso: eu escrevo aqui e nunca reviso, sempre posto direto. faço um estilo de escrita livre, como se eu estivesse escrevendo no meu diário.
para quem ficou até o final, beijo de luz, valeu demais!!

p.s: futuramente eu libero uma play, mas como eu sou muito boca de sacola e não consigo esperar o tempo de alguém criar interesse em saber as músicas que eu tava ouvindo, tá aqui! o que absolutamente NINGUÉM pediu :)